Yoga Nidra

Era só mais uma segunda-feira.

Como tantas outras, depois de um bom final de semana de verão carioca, demorei a levantar-me.

Quando me lembrei da aula de Yoga Nidra, percebi que não poderia me atrasar, ou perderia um tempo precioso, pois queria chegar um pouco antes, para conseguir um prévio relaxamento do corpo e da mente.

Todos deitados, o professor Paulo Murilo, com sua voz magistral, induzia-nos para um outro lugar, onde alguns chegam mais rápido outros mais demoradamente, e onde não há tempo nem espaço.

Durante a prática de Yoga Nidra, ouvi, conscientemente, o guia recomendar que imaginássemos uma criança sentada em cima, talvez, de uma nuvem ou de uma onda, não me lembro.

Alguns minutos depois, despertei.

Havia vivenciado uma experiência totalmente nova e diferente.

Lembrei-me de que aquela criança, uma menina, passou da nuvem para o chão, com um vestido comprido, de pulseira, gordinha, caminhando e brincando num jardim de grama e flores.

De alguma forma existia dentro do meu inconsciente aquela criança que talvez fosse a filha que meus pais desejavam quando nasci, fazendo-se presente e influenciando muito e imagináveis momentos da minha vida sem que eu soubesse.

Naquele momento fui tomando consciência de todo o universo feminino de emoções, sensações e vibrações que faz parte do meu ser, compondo-o, na sua plenitude masculino/feminino.

Isto é, para mim, Yoga Nidra, um retorno ao inconsciente, uma tomada de consciência.

Obrigado.

Sérgio, 10/04/01
(aluno há 3 anos)

 

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