Fobias

Há 11 anos que eu tenho medo de voar e de altura. Em junho de 1990 eu estava indo de Iowa City para Chicago em um avião a hélice de 18 passageiros. Repentinamente senti um pequeno sacolejo e ouvi um barulho. O motor esquerdo havia parado de funcionar. Não teria nenhum problema se não fosse um dia cheio de turbulência (apesar do dia ensolarado sem nuvens). Durante os 10 a 15 minutos que levamos para aterrisar (em uma pequena cidade em Illinois chamada Rockford) o avião sacudia muito. Repetidas vezes o avião mergulhava com o nariz desviado para a esquerda e depois de alguns segundos voltava à posição normal de vôo. Tudo isto aconteceu sem que piloto ou comissária de bordo nenhuma vez nos dissesse o que estava acontecendo. Finalmente a comissária de bordo nos mostrou a posição que deveríamos adotar para o pouso, protegendo nossas cabeças. Finalmente aterrisamos naquele aeroporto pequeno com vários carros de bombeiros e ambulâncias nos esperando. Felizmente nada aconteceu mas a tortura psicológica de não saber o que iria acontecer e de ter minha vida nas mãos de outra pessoa, havia deixado sua marca.

Desde então, morro de medo de avião e de altura. Continuei viajando, mas estou sempre tensa e se o avião balança um pouquinho o pânico se instala. Todos os músculos se contraem, o coração passa a bater incrivelmente rápido e tenho vontade de sair correndo pelo corredor do avião gritando “Me deixem sair daqui!!!” O medo de altura se manifesta como vertigem em qualquer lugar alto, próximo a janelas, teleféricos etc. E tive que desistir de uma de minhas grandes paixões, andar em montanhas-russas, pois o pânico que sinto dentro de um avião também ocorre em montanhas-russa, barcos viking e brinquedos semelhantes. Apesar de saber qual a origem de meu pânico, nunca havia conseguido superá-lo.

Há dois anos estou fazendo Yoga com o Professor Paulo Murilo. Em setembro de 2001 fui a São José dos Campos pela Rio Sul que usa aviões da Embraer. Era um avião à hélice para 30 passageiros. Na ida não senti nenhum pavor, nada de pânico em nenhum momento. Achei que era porque estava acompanhada. Mas voltei sozinha e também não senti nada. Depois disso me testei próximo a uma janela no 110 andar. Não tive vertigem. Conversei então com o Paulo pois achava que isto só poderia ser devido à Yoga. E ele confirmou que a Yoga também atua em nossos medos, podendo diminui-los ou mesmo acabar com eles, dependendo de sua origem. Estou muito feliz pois isto se deu aos poucos e eu nem havia lhe contado sobre este meu medo quando da minha entrevista inicial. Só espero que esta mudança continue e eu volte a me divertir andando de montanha-russa.
Edda

 

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